quinta-feira, 29 de maio de 2014

ESTUDO DIRIGIDO

ECONOMIA POLÍTICA
ESTUDO DIRIGIDO

CAPÍTULOS: 
CAP. 5 - A acumulação capitalista  e o movimento do capital
cap. 7 - as crises e as contradições do capitalismo
cap.8 - o imperialismo

1.  Partindo do entendimento de acumulação do capital, explique como a mais-valia se transforma num elemento essencial a esse processo.
2. O capitalismo é um sistema econômico dinâmico, pois está sempre se modificando. Nele observa-se mobilidade e transformação, as quais estão submetidas ao desenvolvimento das forças de produção. Assim, enumere a sequencia correta sobre a evolução do capitalismo.
(   ) capitalismo monopolista
(   ) capitalismo mercantil
(   ) capitalismo concorrencial
Agora, assinale a sequência correta:
a) 123
b) 231
c) 312
d) 213
e) 132
3. O crescimento da acumulação de capitais estimula uma tendência à centralização  e concentração de capitais. Discorra sobre os motivos que fundamentam essa afirmação.
4. ” A própria concorrência capitalista, como já foi referido, aumenta a necessidade de o capitalista aumentar o seu estoque de capital, a fim de elevar a produtividade do trabalho e manter a sua taxa de lucro em crescimento. Desse modo, cada trabalhador possui a sua disposição uma quantidade de equipamentos cada vez maior. O trabalhador japonês ou americano é bem mais equipado do que o trabalhador mexicano ou brasileiro. Assim, a relação capital/trabalho é bem maior nos países
desenvolvidos do que nos países em desenvolvimento, o que favorece a formação de grandes empresas e a concentração do capital na maioria dos setores industriais. “
Prof. Dr. Nali de Jesus de Souza
           
            Analise como o acumulo de capitais reflete na vida do trabalhador e introduz os elementos que geram a questão social.

5. Sobre as crises do sistema capitalista, responda:

a) Por que afirma-se que MPC está fadado a crises? Que aspectos são usados para evidenciar essa sentença?

b) O ciclo econômico do capitalismo se resume a: auge-depressão-retomada. Quais são os fatores determinantes para que esse ciclo aconteça?

c) Apesar, do capitalismo, ser um sistema econômico baseado na racionalidade, ele apresenta vulnerabilidades que estão sempre lhe levando a crise. Explique o desenvolvimento de contradições no MPC.

6. O capitalismo concorrencial surge em meados do século XVIII, com a Revolução Industrial, consolidando-se nos principais países da Europa Ocidental. Apresente as transformações geradas por essa nova versão do capitalismo e como elas foram importantes para o seu fortalecimento.

7. Caracterize o capital monopolista.

8. O surgimento dos monopólios industriais, durante o século XIX, aconteceu quase que simultaneamente com a mudança na função dos bancos. Discorra sobre o novo papel dos bancos nesse momento.

9. “O imperialismo é o capitalismo na fase de desenvolvimento em que ganhou corpo de dominação dos monopólios e do capital financeiro.” Lenin
Relacione o surgimento do capital monopolista com a expansão do imperialismo.

10. Relacione a indústria bélica com o capitalismo.

11. Evidencie as características que constituem a economia imperialista.

12. “O capitalismo, nos últimos anos do século XIX, ingressa no estágio imperialista, em que o capital financeiro desempenha papel decisivo.” Descreva os caminhos que o imperialismo traçou pelo mundo capitalista.

13. Como os Estados durante as décadas de 1950, 1960 e 1970, intervieram no crescimento da economia imperialista?





CAPITALISMO INCLUSIVO?? EXISTE?? Vamos discutir

Elite de US$ 30 trilhões discute renovação do capitalismo em Londres

Atualizado em  27 de maio, 2014 - 14:18 (Brasília) 17:18 GMT
Dólar | Crédito: BBC
Participantes administram fundos equivalentes a 14 vezes o PIB do Brasil
Um grupo de pessoas que juntas controlam US$ 30 trilhões (R$ 67 trilhões) em ativos globais – ou cerca de 14 vezes o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil – estão reunidas em Londres nesta terça-feira para debater os rumos do sistema capitalista.
Segundo a organização do seminário Conference on Inclusive Capitalism: Building Value, Renewing Trust (A Conferência sobre o Capitalismo Inclusivo: Construindo Valores, Renovando a Confiança, em tradução livre), o objetivo é discutir ideias que ajudem a promover uma sociedade baseada no livre mercado, porém mais igualitária.
O evento inclui entre os palestrantes de peso como o ex-presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton, e a diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde. O príncipe Charles, do Reino Unido, abriu os trabalhos.
A conferência ocorre em meio à polêmica recente lançada pelo economista francês Thomas Piketty de que o capitalismo vem concentrando renda, em vez de distribui-la.
A BBC ouviu três participantes do evento sobre quais rumos o capitalismo deve tomar. Leia os relatos.

Lynn Forester*

O capitalismo tem de provar à sociedade como um todo que é um mundo de oportunidades para a prosperidade geral e para o crescimento dinâmico. Por causa dos escândalos que tivemos nos últimos cinco anos, e por causa do crescimento da desigualdade, penso que os patrões têm a obrigação moral de provar o que é bom para a sociedade e é bom somente para os seus negócios.
O capitalismo inclusivo não é nada diferente do capitalismo consciente ou do capitalismo progressivo. Trata-se de um sistema que permite um desenvolvimento maior de toda a sociedade e não se sustenta por si mesmo. O capitalismo inclusivo é bom capitalismo.
"Se os investidores colocarem dinheiro em companhias que têm uma visão de longo prazo sobre a sociedade, então, as corporações vão fazer o mesmo"
Lynn Forester
Já o mau capitalismo é amarrar as taxas Libor (taxa preferencial de juros que remunera grandes empréstimos entre os bancos internacionais operantes no mercado londrino), é vender instrumentos financeiros que são prejudiciais ao seu investir, é tirar vantagem dos trabalhadores e não se importar com a sustentabilidade da sua cadeia de fornecedores. Há muitos coisas que formam o que entendo por ser mau capitalismo.
É por causa disso que temos tão pouca confiança do público em geral sobre o capitalismo, porque, por muito tempo, nos permitimos um mau comportamento dentro dos nossos negócios. Temos de reconhecer de uma vez por todas que fizemos coisas erradas.
Um dos meus principais objetivos como fundadora e co-apresentadora da Conferência sobre o Capitalismo Inclusivo era fazer com que investidores do mundo inteiro não se preocupassem apenas com o lucro.
Eu quero que eles perguntem às suas equipes coisas do tipo: O que você está fazendo para garantir a perenidade da sua cadeia de fornecedores? Como é o seu contato com a comunidade à sua volta? Você é admirado? O que estou fazendo para melhorar?
Se os investidores colocarem dinheiro em companhias que têm uma visão de longo prazo sobre a sociedade, então, as corporações vão fazer o mesmo. O nosso horizonte tem de ser de 20 anos, não de 12 semanas. Esse é meu objetivo imediato.
*Lynn Forester é CEO do conglomerado EL Rothschild, pertencente à família Rothschild, e fundadora da Conference on Inclusive Capitalism: Building Value, Renewing Trust

Madsen Pirie*

Quando as pessoas renunciam aos prazeres do cotidiano e só pensam em investir, acreditando com isso que vão ganhar dinheiro ao proporcionar mercadorias e serviços que outras pessoas talvez queiram no futuro. Essa é a minha definição de capitalismo.
O capitalismo gerou a riqueza necessária para tirar grande parcela da humanidade da substência e da fome e nos permitiu financiar a ciência, a educação e as artes, assim como obter conforto material e oportunidades.
Tal como a democracia pode ser corrompida pelo populismo repressivo, o capitalismo também pode ser desvirtuado pela busca de renda, quando as pessoas tentam obter ganhos maiores do que os produtos e serviços que produzem para os outros.
"O capitalismo deve condenar fortemente o uso de práticas anti-competitivas e dar a pessoas o poder da livre escolha entre bens e serviços concorrentes"
Madsen Pirie
Algumas vezes, essas mesmas pessoas tentam influenciar o cenário político de modo a pressionar pela manutenção de monópolios e evitar a entrada de novos atores no mercado que trazem consigo o potencial criativo. Algumas vezes, eles usam governos para lhes fornecer subsídios por meio dos contribuintes, ou proíbem produtos importados mais baratos.
Outras vezes, elas fazem acordos com governos que recorrem a fundos dos contribuintes para sustentar perdas decorrentes de decisões incompententes ou imprudentes. Essas formas de capitalismo de compadrio exclui os benefícios e as conquistas reais do capitalismo.
O capitalismo deve se libertar-se da urgência do lucro e beneficiar um número maior de pessoas.
Para isso, o capitalismo deve condenar fortemente o uso de práticas anti-competitivas e dar a pessoas o poder da livre escolha entre bens e serviços concorrentes. Mais pessoas também devem ter o direito sobre a propriedade do capital e de investimento ora por meio de contas poupança individuais ora pensões, por exemplo.
O capitalismo também deve reduzir as barreiras à entrada de novos competidores no mercado, de forma que todos possam aspirar a montar um negócio. E, por fim, deve adotar um sistema tributário que premie o sucesso, em vez de puni-lo.
Basicamente, estamos falando de inclusão, de tal modo que o maior número de pessoas possa deixar de consumir irrefreadamente para investir seus recursos e seu tempo no fornecimento de bens e serviços a outras pessoas. Esse é o verdadeiro capitalismo.
*Madsen Pirie é fundador e presidente do Instituto Adam Smith, que defende o livre mercado

Clive Menzies*

Um estudo de 2011 da revista New Scientist revelou que 147 "super entidades" controlam 40% das 43.060 empresas transnacionais e 60% de suas receitas. A pesquisa foi baseada em acionistas e diretores, mas não revela a propriedade nem o controle por trás de empresas "laranja", fundos ou fundações. Dados sugerem que o poder estaria muito mais concentrado do que realmente o levantamento sugere.
Esse poder, que não é controlado pelo Estado, domina a política, a mídia e a educação. O capitalismo financeiro procura monetizar e controlar tudo, influenciar a legislação e a regulamentação a seu favor.
"Os meios para a vida não podem ser condicionados ao emprego remunerado, mas é um direito de todos"
Clive Menzies
Tal sistema é, no meu ver, elaborado a partir de três falhas fundamentais no sistema econômico e evoluiu para beneficiar a classe dominante ao longo dos séculos. Essas falhas, entretanto, foram expurgadas do discurso econômico.
Falha 1. A propriedade privada sobre terra, recursos e outros bens comuns (como a água, o espectro de rádio, genes, natureza e conhecimento), recursos naturais (ou Deus), cujo valor é comunitariamente criado. Esse valor deveria ser compartilhado para o bem de todos.
Falha 2. A cobrança de juros não gera riqueza, mas sistemicamente impulsiona a desigualdade, a destruição do meio ambiente, conflito e um crescimento exponencial e insustentável da dívida. A dívida deveria ser inaplicável pela lei e a usura (empréstimo de dinheiro a juros) ilegal. A dívida deveria ser destinada mais à construção da teia social do que facilitar a extração de riqueza, a exploração e a opressão.
Falha 3. O aumento da mecanização e da tecnologia tornou o pleno emprego inatingível, desnecessário e indesejável. Os meios para a vida não podem ser condicionado ao emprego remunerado, mas é um direito de todos e deve ser prestado sob a forma de um dividendo suficiente para uma vida digna aos cidadãos incondicionalmente.
*Clive Menzies é economista político e fundador do projeto de pesquisa Critical Thinking na Free University.
Retirado de:
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2014/05/140527_seminario_renovacao_capitalismo_lgb.shtml

sábado, 24 de maio de 2014

Pessoal o documentário sobre o imperialismo

Essa série do History Chanel mostra os grande nomes da indústria norte-americana, ela é um pouco tendenciosa, mas nos dá uma noção do que eram aqueles tempos do capitalismo. 

Click no link abaixo:


http://www.youtube.com/watch?v=TKEaamxHUUE

quarta-feira, 2 de abril de 2014

O problema de quem vive falando do passado é não saber nada sobre ele...

OS BONS TEMPOS DE OUTRORA
Isaac Asimov


Sou muito dado ao otimismo com relação à ciência e tecnologia, e, nas minhas conferências, costumo pintar uma imagem rósea do futuro, contanto, naturalmente, que os novos conhecimentos sejam usados com sabedoria  (o que, devo admitir, não tem sido a norma). Nem sempre a plateia concorda comigo. Lembro-me de uma sessão de perguntas e respostas em que um jovem se levantou e contestou minha afrmação de que a tecnologia havia melhorado a qualidade de vida humana.

- Você teria sido mais feliz na Grécia Antiga? - perguntei.
- Teria - afrmou o rapaz, com a segurança que só os jovens parecem ter.
- Como escravo? - perguntei.
O rapaz se sentou sem dizer mais nada.

O problema é que as pessoas recordam os “bons tempos de outrora” - uma expressão que me causa profundo desagrado - de forma extremamente parcial. Para muitos, a Grécia Antiga signifca sentar-se na ágora e bater papo com Sócrates. Roma Antiga é freqüentar o Senado e discutir política com Cícero. Eles não se lembram de que nas duas civilizações apenas uma pequena elite aristocrática se dedicava a essas atividades e a imensa maioria da população era composta de trabalhadores braçais, camponeses e escravos. É muito bonito romancear a Idade Média e sonhar em ir para a guerra usando uma armadura reluzente, mas para cada “cavaleiro andante” havia noventa e nove servos e aldeões que eram tratados pior que animais. Fico irritado com os admiradores incondicionais da América rural do século dezenove, quando tudo o que se fazia, aparentemente, era fcar sentado no quintal bebericando sidra. Além disso nos períodos de recessão não havia nenhum senso de responsabilidade social para com os desempregados; e a total inexistência de remédios eficazes, incluindo os antibióticos, fazia com que a mortalidade infantil fosse elevadíssima e a expectativa de vida muito menor que hoje em dia. Também não me deixo impressionar pelos que olham para uma mansão construída em 1907 e exclamam, com um suspiro: “Puxa, não fazem mais casas assim! Veja quantos detalhes! Veja quanto capricho!”. Perco a paciência com as pessoas que estão sempre falando dos velhos tempos, quando os artesãos tinham orgulho de sua profssão e faziam de cada objeto uma obra de arte única, enquanto que hoje em dia máquinas sem alma produzem cópias e mais cópias de artigos baratos.

Vamos colocar as coisas na sua verdadeira perspectiva. Você sabe por que era possível construir lindas mansões em 1907? Porque a mão de obra era barata, de modo que você podia se dar ao luxo de contratar dezenas de empregados para construir a mansão e dezenas de criados para mantê-la  funcionando. E por que a mão de obra era barata? Porque a maioria das pessoas vivia em um estado permanente de fome e miséria. O fato de que alguns podiam ter mansões estava ligado de perto ao fato de que quase todos viviam em casebres. Da mesma forma, quando os artesãos produziam laboriosamente obras de arte, essas obras eram em número muito reduzido e constituíam o privilégio de uma reduzida casta de patrícios (ou nobres, ou banqueiros); o povo tinha que se virar mesmo era com casas de pau a pique. Se as mansões são raras hoje em dia porque a população em geral vive muito melhor, fico satisfeito com isso. Se os objetos utilitários são menos artísticos para que mais pessoas possam desfrutá-los, acho que a mudança foi para melhor. Isso me torna aquele personagem terrível, um “liberal” que se preocupa com o bem estar dos pobres, e não com os yuppies? Acho que sim, mas há mais. Meu ponto de vista também é bastante prático e egoísta.

Minha primeira mulher uma vez se queixou de que não conseguia encontrar alguém para ir à nossa casa uma vez por semana para fazer alguns serviços domésticos. Ela disse:
- Gostaria de ter vivido há um século, quando era fácil arranjar criados.
- Pois eu, não - repliquei - Porque nós seríamos os criados.

Acontece que não descendo de uma longa linhagem de aristocratas, de modo que certamente não seria um dos poucos privilegiados destinados a gozar das boas coisas da vida. O mesmo é verdade para a maioria dos que recordam com saudade os “bons tempos” de outrora, mas tenho consciência disso, e eles, aparentemente, não.


Os Bons Tempos de Outrora foi publicado no primeiro número da edição Brasileira de Isaac Asimov Magazine. Baixe outras edições e livros clássicos de ficção científica aqui:
http://www.4shared.com/dir/s3tnI9Ay/LIVROS_SCI-FI.html



A visão machista continua comandando a sociedade brasileira

E ainda tem gente que é contra a luta feminina pelos seus direitos, imagine se ficassem caladas... 

Falha, aplicação da lei pode fazer mulher violentada ser 'vítima duas vezes'


http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2014/04/140402_lei_violenciasexual_mdb.shtml

segunda-feira, 17 de março de 2014

VELHOS E NOVOS CURRAIS ELEITORAIS

No ano eleitoral vemos mais uma vez os currais e seus "votos de cabrestos", agora não com "péia", mas com o consentimento mesmo...pena...http://www.opovo.com.br/app/opovo/dom/2014/03/15/noticiasjornaldom,3220512/o-peso-e-os-riscos-dos-novos-currais.shtml